terça-feira, 7 de outubro de 2014

Patrulha do Espaço Chronophagia - Por Luiz Domingues

"A satisfação interior por ver que todo o esforço havia valido a pena e que o sonho não era tão quixotesco assim..." 

Nessa matéria nosso colaborador Luiz Domingues nos cede uma entrevista especial sobre o álbum ‘Chronophagia’, gravado na época em que tocava na lendária banda Patrulha do Espaço.

Obrigado pela entrevista Luiz!

Limonada Hippie - Para muitos ouvintes, a importância de se ter letras com conteúdo na música continua sendo algo fundamental, juntamente com bons arranjos e levadas.  Você não acha que isso é uma questão que vem sendo deixada de lado? Em sua opinião, o que perdemos com isso? Luiz Domingues- Mas sem duvida alguma! Houve época em que o público parava para prestar atenção nas letras e apreciava o seu conteúdo. Mensagem com conteúdo só engrandece a obra. A poesia e a mensagem andam juntas das canções. Perdemos tudo quando observamos o triunfo da subcultura de massa difundida aos borbotões, incentivando, enaltecendo e elegendo a ignorância como must do verão e bota “esquenta” nisso... 

Fazer parte de uma banda progressiva que tem um nome e tanto no meio musical deve ter sido demais. Como foi participar da produção do disco “Chronophagia”, que contém letras absurdas poeticamente, falando justamente para o ano de 2000, um ano de grandes transições tanto no meio tecnológico, quanto no espiritual (pensando nos boatos de que o mundo acabaria)?                        

Rodrigo Hid
O lançamento do disco ter sido em 2000 teve algo haver com essa falsa premonição, ou foi simplesmente obra do acaso mesmo? Luiz DominguesFoi mesmo, não tenho dúvida disso e me orgulho muito dessa passagem de minha carreira. A produção do álbum Chronophagia foi muito emocionante. Começou cerca de dois anos antes, na verdade, quando cansado de lutar contra a maré, decidi formar uma nova banda da estaca zero e convidei o então adolescente Rodrigo Hid a participar. Não me importava que o projeto tivesse ares quixotescos e os tinha, porque a proposta era radical: fazer um trabalho 100% calcado na estética das décadas de sessenta e setenta, promovendo um autêntico “religare”, buscando o fio da meada perdido. Tal projeto recebeu o nome de “Sidharta”, e durante dois anos praticamente, trabalhou forte nesse conceito. Compusemos 21 músicas, de vários estilos, mas todas sob tal orientação estética. Era para ser uma banda, e não um projeto, mas quando o baterista José Luis Dinola resolveu deixar a banda, eu, Rodrigo e Marcello Schevano (que havia entrado no início de 1998), sabíamos que não adiantava colocar um baterista que não compactuasse com tal ideal e assim arriscamos uma tacada ao convidarmos o Rolando Castello Junior. Claro, ele nos persuadiu a mudarmos os planos iniciais e tinha razão num aspecto, pois era contraproducente iniciar uma banda da estaca zero, tendo o nome da Patrulha do Espaço, sua tradição, história e nome na cena artística à disposição. Então, fizemos o contrário, ao invés do Junior entrar no Sidharta, nós três entramos na Patrulha do Espaço... Claro, mais que trazer o
Luiz Domingues
repertório inédito do Sidharta, a fusão foi completa, pois ao promovermos a volta da Patrulha, também readaptamos o material clássico da banda, inclusive o material da época do Arnaldo Baptista, visto que há anos a banda se apresentava como Power trio e agora com dois tecladistas-guitarristas, a banda podia honrar suas próprias raízes. Foram dias de imensa alegria e euforia, certamente e em meio aos primeiros shows realizados ainda em 1999. Captamos recursos e no início de 2000, janeiro mesmo, entramos no estúdio Camerati de Santo André, no ABC paulista e gravamos 16 faixas. Dessas, 13 eram frutos do esforço do Sidharta; uma era uma releitura da própria Patrulha (“Sunshine” do primeiro álbum, regravada), uma foi uma criação experimental do Junior feita no estúdio (“Spaced”) e “Sendo o Tudo e o Nada”, a primeira faixa já composta com a banda consolidada e fazendo shows. Quanto às letras, muitas passeiam por conceitos psicodélicos, evocando o surrealismo explícito, daí o absurdo que você observou. Outras falam sobre a missão em si, que era a ideia do Sidharta, ou seja, resgatando ícones perdidos do Rock brasileiro das décadas de sessenta e setenta, usando-os quase como palavras de ordem, proferidas em megafone. Com relação à virada de milênio, foi meramente ocasional. Não pensamos em usar o mote para promover ou inspirar o álbum. Mas claro que havia um caldeirão em torno disso, com boataria de todo tipo que envolvia a inevitável perspectiva folclórica de “fim do mundo”, Nostradamus, Bug do Milênio etc etc.


O álbum explora bastante a percussão. O legal dele é que não “boicotaram” a bateria, muito pelo contrário. Isso é algo bastante característico do rock progressivo e que vem se perdendo nos dias de hoje. Isso foi percebido pela crítica ou fãs?
Quais foram as críticas e os elogios que o álbum recebeu nesse sentido? Verdade, mas a percussão usada nesse disco não foi uma constante de todas as faixas, mas colocações pontuais em algumas, apenas, conforme a necessidade. O Junior comandou arranjos e colocações, naturalmente como o percussionista da banda e tivemos a participação do Paulo Zinner, Daniel “Lanchinho” e de nós três (eu, Rodrigo e Marcello) em alguns detalhes mais simples que independiam de uma técnica mais apurada só possível a um instrumentista especialista. Não me recordo de nenhuma observação específica sobre isso da parte de jornalistas, nas resenhas que o disco recebeu.


A relação sonora entre o som do Patrulha e o som dos Mutantes se manteve forte nesse disco, com várias partes de algumas músicas sendo cantadas em coro. Isso dá uma sonoridade esplêndida, além de profundidade. Como vocês trataram de manter isso atual sem parecer superficial? Bem, a proximidade com os Mutantes é questão de DNA da Patrulha, pois a banda faz parte da árvore genealógica deles. Mas a questão dos arranjos vocais era mais ampla. O fato da comissão de frente da banda cantar, veio sendo burilada desde os tempos do Sidharta, quando criamos o grosso do material. E ali, as influências eram múltiplas e não somente inspiradas nos Mutantes. No nosso caldeirão, havia inúmeras referências, tantas que se eu for descrevê-las, gastarei todo o espaço da entrevista. Para não deixar o leitor no vácuo, cito algumas poucas para elucidar: Beatles, Queen, Elton John, Crosby-Stills-Nash & Young, bandas vocais de Black Music 50/60 etc. Quanto a manter atual e não ter ranço de naftalina, não fizemos nada em específico e proposital, pois a nossa meta era não soarmos modernos, pelo contrário, nossa intenção era ser ‘vintage’ até a medula e o Camerati era um estúdio que ainda tinha uma estrutura analógica para obtermos esse resultado, inclusive no áudio que tem som de válvula... Só a masterização foi digital, mas isso era inevitável já em 2000.


O disco também é todo gravado em volume alto.
Rolando Castello Junior
ideia foi que quem tivesse um bom equipamento de áudio poderia aproveitar ao máximo a experiência de se ouvir o Chronophagia ou isso não teve muito a ver? Sim o ‘level’ do disco é alto, mas isso foi obra da masterização que deu esse up. Não acho errado, pelo contrário, acho um mérito. Eu tenho uma bronca pessoal sobre os timbres dos instrumentos no final, pois acho que falta brilho, principalmente no baixo. Isso foi fruto de uma “briga” que tivemos com o ‘tape engineer’ que bateu o pé em trabalhar com um conceito que eu considero 100% errado, mas ele achava justamente o contrário. Diante do impasse, o produtor Paulo Zinner confiou nele e bateu o martelo nessa ideia dele e o resultado é frustrante para mim. No álbum posterior .’ComPacto’, que foi gravado num estúdio muito inferior, os timbres estão melhores e no álbum posterior, ‘Missão na área 13’, aí sim num estúdio de qualidade e com liberdade total de opinião com os técnicos. E se comparar então com os discos do Pedra, fica enorme a diferença e cabe a reflexão : São os mesmos baixos, amplificador, caixas que usei em todos os discos... Uma pena, pois aquelas canções carregadas de energia ‘vintage’ mereciam ter timbres ‘gordos’ e não o quase ‘flat’ em que ficaram para a posteridade. Principalmente nos temas mais progressivos, onde o Rickembacker deveria ter roncado com saúde. Basta ouvir temas similares do álbum “Missão na Área 13” para entender o que estou dizendo.


As músicas desse disco são bastante profundas e reflexivas. Qual foi o principal motivo disso? Essas letras e arranjos vieram de uma experiência de livramento de expurgação das frustrações, ou foram baseadas em outros motivos? Bem, acho que essa resposta já foi respondida em questões anteriores. Mas acrescento que além da vontade
de promover um resgate de valores perdidos, havia a clara intenção de elevar o padrão, tratando de temas com maior profundidade. Tirante às letras realmente comprometidas com a psicodelia explícita e outras quase panfletárias sobre a intenção do regate em si, algumas eram bastante reflexivas, notadamente as escritas pelo poeta Julio Revoredo, meu amigo e parceiro de longa data, desde os tempos da Chave do Sol nos anos oitenta.


 A música "Um novo sim" é uma das poucas do álbum que conta com uma base de violão. A sonoridade ficou muito boa e muito gostosa de ouvir, pois justamente dá um contraste no som todo elétrico. Por que não há mais disso no disco? Bem, tem a faixa ‘Epílogo’, também, que é um instrumental de violão apenas, criação do Marcello. Bem, estávamos abertos a ter muitas músicas com sonoridade acústica, mas calhou de focarmos mais no material elétrico. Por exemplo, o arranjo original da música ‘Céu Elétrico’ era para ser mais acústico. Nos tempos do Sidharta, queríamos que ela soasse como uma canção ‘folk’, com violão, percussão, órgão ‘Hammond’ e flauta, apenas, sem baixo e bateria. Mas o Junior propôs que houvesse baixo e bateria, dando um pouco mais de peso e assim, ficou com mais cara de ‘Procol Harum’.


Nesta mesma canção há um solo de flauta que nos remete à saudosa banda "Jethro Tull". Quais eram os discos que a banda ouvia no processo de criação do Chrono?
Essas escolhas inspiraram vocês a testarem novas sonoridades? Essa canção, “O Novo Sim”, foi composta com tais intenções propositais. A ideia inicial era trabalhar com um ‘Soft Rock’ que lembrava bastante o som pop do Peter Frampton, quando a concebi sozinho no violão. Mas quando a banda começou a tocá-la, com a inclusão de bateria, baixo, piano e guitarra, ficou muito na onda do Tutti-Frutti dos discos ‘Fruto Proibido’ e ‘Entradas e Bandeiras’. Tive a ideia de criar uma parte final para o Marcello fazer um solo, e claro que o riff precisava ter influência do Jethro Tull para dar um peso extra e não ficar na docilidade que se esperaria das intervenções da Rita Lee ou do Peter Gabriel no Genesis. E era uma questão estratégica, porque já projetávamos como seria ao vivo, com o Marcello abandonando o piano e assumindo uma flauta, lembrando o Focus, visualmente falando, e de fato, quando a tocávamos ao vivo, isso causava um frisson e tanto. Aliás, essa música nos proporcionou uma surpresa incrível certa vez em Concórdia, Santa Catarina, em 2002.
Sentados: Rolando Castello Junior, Paulo Zinner (produtor), Rodrigo Hid.
Em pé: Luiz Domingues e Marcello Schevano
Quando chegamos ao local onde nos apresentaríamos, havia uma excursão de fãs que haviam fretado um ônibus especialmente para nos ver. Eram de Chapecó, uma cidade vizinha e quando nos viram entrando, nos receberam cantando em coro “O Novo Sim” e esse foi um momento incrível para nós e no meu caso, teve a satisfação interior por ver que todo o esforço havia valido a pena e que o sonho não era tão quixotesco assim...


A gravação da música "Retomada" parece ser bastante suja, dá a entender que foi gravada no modo "Do it yourself". Qual foi a ideia de se gravar uma música que vai contra os "princípios éticos e morais" dos produtores de discos, que prezam pelo som digitalizado e muito bem gravado, sem chiados e sem desníveis?
O propósito foi de ser "contracultura" mesmo? A sujeira era decorrente do fato dessa música ser um Rock cru, básico e portanto naturalmente visceral. Não fizemos nada diferente em específico para essa faixa e se soa mais suja, é pelo fato de ser um ‘Rock in natura’, digamos assim. E a letra que soa ingênua para alguns, é uma inspiração nos anos de desbunde nos anos setenta, e tem muito do Rock Rural de Sá, Rodrix & Guarabira.


 A música "Pote de Pokst" se trata de algo de fato lúdico ou esta mesma foi escrita nas "entrelinhas" escondendo nela suas informações, assim como faziam os "magos da sonoridade", o Pink Floyd? Essa canção, ‘O Pote de Pokst’ foi inspirada no Led Zeppelin. O Rodrigo me ligou empolgado num dia do final de 1997, dizendo ter composto uma canção com forte aura mística e que lembrava criações como ‘No Quarter’, ‘In My Time of Dying’, ‘Kashmir’, etc. Com a letra meio “Paulo Coelho”, fase Raul, ficou ainda mais mística, carregada de ocultismo e, portanto, para nós era puro Zeppelin, com Jimmy Page vestido de bruxo carregando uma lanterna em meio às brumas de uma floresta britânica... ha ha ha... Mas acho genial que outras pessoas tenham outra visão dela, seu caso, remetendo-o ao Pink Floyd.
Marcello Schevano, Rodrigo Hid, Rolando Catello Junior, Luiz Domingues
Existe alguma história por trás destas canções que você possa nos contar, sobre como foi o processo de elaboração, ou seja, se houve algum tipo de “ritual” para elaboração das mesmas? As histórias são múltiplas, claro. Como já mencionei anteriormente, a criação do grosso dessas canções foi um processo iniciado bem antes, desde o final de 1997. No meu Blog 2 (Link do Blog), onde estou publicando minha autobiografia, nos capítulos sobre a Patrulha do Espaço, esmiúço mais. Aqui, para não ser prolixo, conto uma apenas. Quando começávamos a trabalhar numa canção e à medida que ela ganhava corpo e arranjo, percebíamos a similaridade dela com nossas influências e logo tratávamos de lhes imprimir apelidos e demorava para nos referirmos à elas pelos seus títulos oficiais. E como nosso caldeirão de influências era gigantesco, claro que nos divertíamos com tais associações e muitas músicas lembravam tantas coisas, que tinham várias alcunhas. “Nave Ave”, por exemplo, para nós lembrava “Traffic”, nos tempos do Sidharta, mas o Junior a enxergava como uma canção no estilo do Elton John. “Eu Nunca Existi” era “Iron Butterfly” ou “ Vanilla Fudge” etc. Essa brincadeira acabou sendo incorporada ao encarte do disco, com menções em nome de “homenagens” para cada canção. Mas no caso de “Eu Nunca Existi” prevaleceu uma brincadeira com o filme “Austin Powers “, que fazia sucesso à época, satirizando os anos sessenta, mas em tom positivo, não de demolição, daí a nossa simpatia.



"Terra de Mutantes", conta com um som meio "circense". Este tema, tem a ver com a preciosidade da letra? Opa, o “circense” é surpreendente para mim, pois não era intenção nossa de forma alguma quando a canção foi trazida pelo Marcello para a arranjarmos. Nossa idéia nessa música era trazer o estilo Blues do R’n’B do Leon Russell, com todo aquele swing de New Orleans. A letra é do Julio Revoredo e o fato de citar mutantes, não era uma menção aos Mutantes, banda, mas sim aos seres mitológicos, mas nós curtimos o caráter dúbio dessa colocação e de fato, para a maioria do público, passa a ideia de que estávamos enaltecendo os Mutantes. Por outro lado, tal confusão era também um fator real no propósito geral que o álbum trazia no seu bojo, enquanto conceito. Nas entrelinhas, era uma briga de gigantes mitológicos para resgatar na raça, o território perdido e implicitamente, era o que estávamos tentando fazer.

Escute o álbum online acessando: Patrulha do Espaço - Chronophagia 2000 (Album Completo)


Acesse também para saber mais sobre a trajetória de Luiz Domingues, ele conta tudo em seu blog pessoal: 

Blog do Luiz Domingues

Blog do Luiz Domingues 2

12 comentários:

  1. Fotos incríveis, ótimo texto, grande Patrulha, memorável banda...grande baixista e amigo Luiz Domingues.

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    1. Que legal que curtiu, amigo Kim Lima !!

      Grato por tudo !!

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  2. Adorei a entrevista Luiz. A gravação desse disco a meu ver foi uma bela experiência criativa rara de se ver. Um forte abraço!

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    1. Fico muito contente que tenha apreciado a entrevista e sobretudo, que tenha ficado com a impressão de que a gravação desse álbum em questão, foi um momento especial para a banda. Tenha essa certeza, portanto, pois confirmo que o gravamos com muita vontade de que ele fosse um marco.

      Grande abraço !

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    2. Grande Luiz! Ótima entrevista! Estou curtindo agora mesmo o som e recomendo! bj

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    3. Mas que bacana que curtiu, Lourdes !

      Esse disco marcou para a banda e para todos que participaram dessa gravação.

      Beijo !

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  3. Boa entrevista e melhor ainda o disco, um dos mais legais pós anos 2000 no rock nacional. Tive o prazer de produzir os releases para a tour pelo interior, dando uma força com assessoria de imprensa. Abração, Luiz. Dum

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    1. Muito grato, amigo Dum !

      Indo além, você foi um dos poucos jornalistas culturais top do mainstream que enxergou valor nesse trabalho.

      E claro, sou-lhe grato pelo apoio com o release bem escrito que circulou entre seus colegas, vindo de sua caneta forte.

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  4. Na minha humilde opinião Chronophagia é o melhor disco do gênero das últimas décadas! Foi justamente graças a esse disco que conheci a Patrulha do Espaço, banda que adimiro muito toda a sua história, e conheci o também o trabalho destes puta músicos, o que abriu um grande leque musical na minha vida, pois a partir daí comecei a acompanhar o trabalho do Luiz, do Rodrigo e do Marcello, acompanhar o Carro Bomba e tomar umas com eles algumas vezes em MG, e curtir muito o som do Pedra! Show de bola!
    Abraço Luiz!

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    1. Michel, que bacana o seu depoimento, e realmente fico sem palavras para comentar o que disse, mas apenas agradecer-lhe por esse apoio que é muito bem vindo, sempre.

      Abraço, amigo !!

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  5. Bom dia. Quero comunicar que digitalizei as primeiras 19 edições da revista Rock - A História e a Glória e vou disponibilizar pra quem tiver interesse. É só mandar um email para o do comentário e disponibilizo o link para download.

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    1. Ótima nova, Marco Aurélio. No meu caso, tenho os vinte números originais, provenientes das edições encadernadas que foram lançadas em janeiro de 1978.

      Neste Blog, existe uma matéria falando sobre essa grande publicação setentista. Procure no arquivo do Blog e fique à vontade para replicar esse comentário com teor de comunicado.

      Grato por visitar o Limonada Hippie !

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