terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

(Por Luiz Domingues) Minha fase na Patrulha do Espaço : Resgate das próprias raízes da banda

Hoje nosso amigo colaborador Luiz Domingues narra a história da lendária banda Patrulha do Espaço, e conta um pouco da sua significativa passagem pela banda, resgatando o rock setentista já em pleno século 21. 

Boa viagem tripulantes!


A Patrulha do Espaço foi fundada em 1977 e seu primeiro concerto foi em grande estilo : Em setembro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, num Festival de Rock Latinoamericano, onde artistas brasileiros e argentinos, dividiram o palco num festival que entrou para a história do Rock brasileiro.


É bem verdade que Arnaldo 
Baptista havia insinuado a criação da banda anteriormente, com a formação da "Space Patrol" em 1974, junto ao Zé Brasil, futuro lider do "Apokalypsis".

Mas como a banda não teve continuidade e tendo ficado circunscrita a poucas apresentações, é essa formação de 1977, 
considerada como o ponto inicial da Patrulha do Espaço, formalmente.
                                              
Em sua primeira formação, contava com Arnaldo Baptista nos teclados e voz; Rolando Castello Junior na 
bateria; Osvaldo "Cokinho" Gennari no baixo e John Flavin, na guitarra.

Nesses tempos setentistas, toda a orientação artística ainda era calcada na sonoridade 60/70, sob influências óbvias e muito boas, naturalmente.

Arnaldo deixou a nave ainda em 1978, mas o Junior não esmoreceu e assumiu a cabine de piloto.

Saiu também o guitarrista John Flavin e com Eduardo "Dudu" Chermont assumindo as seis cordas, a Patrulha estabeleceu-se como power-trio, avançando por 1979 e 1980, alheia à fase terrível de derrocada do Rock brasileiro, sob ventos tenebrosos que sopravam da Europa, anunciando tempos difíceis para quem gostava da sonoridade e estética cultural/comportamental das décadas de 1960 e 1970.

Em 1980, lançou com muita ousadia, um LP independente, que era um escândalo para a época, pois a pressão das gravadoras era massacrante e um ato desses era considerado uma rebeldia inadmissível, gerando até boatos sobre elas, gravadoras, buscarem elementos jurídicos para impedirem o lançamento de artistas independentes.

Sai o baixista Cokinho e entra Sergio Santana em seu lugar, dando prosseguimento ao trabalho.
Heroicamente, fazendo das tripas coração, o trio lança mais três discos e tem uma chance de ouro ao abrir os três shows do Van Halen em São Paulo, no início de 1983.

Abro um parênteses para destacar que quando iniciei minhas atividades com "A Chave do Sol", conheci o Junior ainda na metade de 1982. 
 
No primeiro show da Chave do Sol, o Junior emprestou-nos um pedaço do equipamento de P.A. da Patrulha do Espaço, para que pudessemos nos apresentar com qualidade.
 
Assisti dois desses concertos do Van Halen e a abertura da Patrulha do Espaço foi muito boa nas duas ocasiões, arrancando aplausos da platéia de 12 mil pessoas aproximadamente, em cada noite.


Em julho de 1983, A Chave do Sol realizou o show de abertura da Patrulha do Espaço num clube em Limeira, interior de São Paulo. Ficamos encantados e gratos pela oportunidade de podermos tocar para 3500 pessoas, naquela noite gelada de inverno.
 
Infelizmente, no final de 1984, A Patrulha do Espaço teve um rompimento com a sua formação estável, perdendo o ótimo guitarrista, Dudu Chermont.
 
Mas o Junior sempre foi um abnegado e não deixando a peteca cair, engendrou um novo álbum, trazendo da Argentina, Pappo Napolitano, um dos maiores guitarristas do Rock latinoamericano e assim, em 1985, lança um novo disco, dando mostras de que a nave permaneceria em voo regular.


Infelizmente, a meu ver, apesar de contar com um guitarrista monstruoso, a banda enveredou por um caminho espinhoso ao tentar adequar-se ao mercado de metade dos anos oitenta e esse disco de 1985, tem esse espírito mezzo Heavy-Metal, que desaponta-me, como fã.
 
E assim, a banda deu uma esmorecida e só no final dos anos oitenta, voltou com força e estilo. Recrutaram Rubens Gióia, meu ex-companheiro de "A Chave do Sol" e como trio, resgatando a sonoridade clássica, parecia estar voltando ao seu voo seguro, quando um duro golpe aconteceu, com o falecimento prematuro do baixista Sergio Santana.
 

Sem forças para continuar, Junior ainda tentou fazer uma nova formação em 1992 e assim lançou um LP, denominado "Primus Inter Pares", homenageando o baixista Sergio Santana.
 

Contando com Rubens Gióia, Junior recrutou o vocalista Percy Weiss; o excelente baixista Renê Seabra e mais um guitarrista, o jovem Xando Zupo, que anos mais tarde viria a se tornar meu companheiro no "Pedra".

O disco é muito bem tocado, mas peca por dois aspectos, em minha opinião : 1) Tem arranjos puxados para o Heavy-Metal oitentista, demais para o meu gosto e; 2) Tem poucas músicas inéditas, com a maioria, composta de regravações do próprio material da Patrulha, requentando-o e maltratando-o no sentido estético.

Depois disso, o Junior armou formações sazonais para shows, mas só em 1999 surgiu uma oportunidade de dignificar para valer, o valor dessa nave.
 
Eu entro aí, nessa história.
 
Em 1996, eu estava no "Pitbulls on Crack" , uma banda de Indie Rock, basicamente, mas que tinha uma forte influência do Glitter Rock setentista.
 
Eu já vinha há anos ensaiando me reaproximar enfim da sonoridade e estética que tanto amo, ou seja, a das décadas de sessenta e setenta.
 
E o CD que lançamos em 1996, trazia em seu aparato mercadológico, toda uma aura sessenta-setentista, muito em função da pressão que exerci nas reuniões de brainstorm com a banda e os marqueteiros da gravadora Primal/Velas.
 
Mas apesar disso, o "Pitbulls on Crack" não era a plataforma adequada para eu exercer esse resgate que ansiava, em sua totalidade.
 
Por isso, apesar de ser muito amigo dos companheiros, sai da banda e fui me empenhar em buscar esse sonho.
 
Parecia uma coisa insana sair de uma banda que tinha gravadora, video clips, execução radiofônica e um nome sedimentado no underground após cinco anos e meio de trabalho, mas eu precisava buscar essa raiz primordial que me motivara a ingressar na música e havia perdido, desde os anos setenta.
 
Formei assim o "Sidharta", com o então adolescente Rodrigo Hid, que conhecera por ser guitarrista da banda de um aluno meu, desde 1993.
 
O "Sidharta" nasceu desse embrião inicial, com o forte propósito de criar uma estética artística totalmente calcada em ícones sesenta-setentistas. Queríamos buscar a atmosfera de outrora, não só na sonoridade das músicas, mas evocando vestuário, cenários, ambientações etc etc.
 
Avançamos por 1998, trabalhando fortemente nesse sentido e após a saída do guitarrista Deca, que seria membro também, convidamos outro jovem multiinstrumentista e ultra talentoso membro, chamado Marcello Schevano.
 
Com a presença de José Luis Dinola, meu velho companheiro de "A Chave do Sol", na bateria, fechamos nesse quarteto e por um ano ensaiamos, compondo 21 músicas.
 
No início de 1999, o José Luis resolveu não prosseguir e decidimos então procurar um baterista que vibrasse nessa onda retrô, integralmente.
 
Convidamos assim, o baterista Rolando Castello Junior, com direito à uma armadilha que não cabe contar aqui, mas eu já contei na minha autobiografia (no Orkut - "Comunidade Luiz Domingues" e em meu Blog 2, em breve), e o Junior também já contou na visão dele, nas páginas do "Dossiê Volume 4", CD que contém a história da Patrulha contada por ele em punho, através dos respectivos encartes dos 4 volumes lançados e há a perspectiva dele lançar um volume 5.
 
Então ele aceitou a briga, mas dissuadiu-nos a usar o nome "Sidharta", fazendo-nos acreditar que seria muito mais fácil nos lançarmos como "Patrulha do Espaço", a entrarmos no mercado com uma banda zero km, em termos de nome.
 
Claro, fazia sentido...
 
Em março de 1999, começamos a ensaiar e incorporamos quase todo o repertório do "Sidharta" como material novo da Patrulha do Espaço, mesclando-o ao repertório clássico da banda.



O Junior adorou a proposta e foram momentos de muita alegria para mim, pois além de eu estar trabalhando em prol do meu sonho rocker 60/70, alegrava-me ser um agente no resgate da própria banda em favor de suas raízes.
 
Era um prazer estar colaborando para a Patrulha voltar às suas origens e logo de cara, o fato de Rodrigo Hid e Marcello Schevano serem ambos guitarristas e tecladistas, proporcionou à Patrulha, a oportunidade de resgatar o repertório da época do Arnaldo Baptista, material que a banda não tocava desde 1978, quando da saída do próprio Arnaldo.
 
E logo no primeiro show, surpreendemos os fãs que estavam acostumados aos últimos tempos da Patrulha com o som pesado que faziam há anos e tocando um repertório de clássicos da banda, à moda original, sem ranços oitentistas, resgatamos uma aura hippie, há muito perdida.
 

As músicas novas agradaram em cheio; a possibilidade de tocar várias da época do Arnaldo, idem.
 
Mas não era só isso...
 
Os shows pareciam um túnel do tempo, com detalhes que passamos a adotar e que encantavam o público de observação mais arguta.
 
Para início de conversa, nossos shows tinham o odor dos incensos. Resgatamos com força esse hábito há muito esquecido no Rock brasileiro e quando o público entrava no ambiente onde tocaríamos, não importando se era uma casa noturna, salão ou teatro, queimávamos dúzias de incensos.
 
Mesmo lutando contra a falta de recursos para fazermos produções sofisticadas, nos esmerávamos em compor cenários, verdadeiras tendas hippies que muito lembrava a atmosfera de shows nos lendários auditórios Fillmore.


Usamos projeção de bolhas psicodélicas, ainda que primitivamente, por falta de recursos melhores; caprichávamos no figurino "hippie Chic", tínhamos flores sempre que possível...
 
Pequenos detalhes cênicos também faziam parte de nossos esforços. Ornamentos em cima dos amplificadores, pelos cantos do palco e sobre teclados e praticável de bateria, iam de estátuas de Deuses orientais à um porta-retrato com a foto de Timothy Leary; Castiçal de velas à echarpes de seda, jogadas e até um boneco de um ET em tamanho natural, foi usado certa vez, causando um efeito visual chamativo.
 
Eram tempos anacrônicos e indiferentes à essa estética e nem sempre o público entendia sequer o significado de tudo isso.
 
Lembro-me por exemplo de um programa de TV ao vivo, onde a despreparada apresentadora achou engraçado o porta-retrato com a imagem de Tim Leary em cima do orgão Hammond, e inquiriu-me a respeito, mas simplesmente ignorou a minha explicação...
 
Enfrentamos públicos alheios e às vezes até hostis...
 
Lembro-me de um show em 2001, para uma grande multidão, onde as principais atrações eram duas bandas : uma famosa nos anos oitenta e outra que era a crista da onda no início dos anos 2000 e tinha estética agressiva e portanto antagônica aos nossos ideais. Dessas de moleques de bermudas, som agressivo e letras recheadas de palavrões...
 
Quando subimos ao palco, ouvimos vários insultos do público dessa tal banda, e bastava olhar para eles e ter a certeza de que nunca ouviram falar de Beatles, Jimi Hendrix, Janis Joplin...
 
Mas, tivemos também momentos de enorme satisfação. Foram várias vezes que tivemos a surpresa agradável de ter público antenado. Em muitas cidades interioranas de São Paulo e principalmente nos três estados do Sul do país, encontramos platéias extremamente jovens, com a garotada vibrando como se vivesse em 1968, ansiando por aquela sonoridade e reconhecendo todo o nosso esforço em reproduzir essa atmosfera mágica, em todos os sentidos.
 
Não foram poucas as vezes onde saí do palco profundamente emocionado com a recepção de um público muito jovem e querendo viver esse sonho, como se estivessem vivendo a época, de fato.
 
E assim, gravamos três discos de estúdio ("Chronophagia", em 2000; ".ComPacto", em 2003 e "Missão na Área 13", em 2004). Houve também no meio do caminho, o lançamento da coletânea,"Dossiê Volume 4"(em 2001), onde o Junior estava contando toda a história da banda, tendo lançado os três primeiros volumes anteriormente e nesse n° 4, há o início da história da formação de 1999, comigo e os talentosos Hid e Schevanno.
 
E, mesmo quando essa formação desmanchou-se em 2004, ainda houve um lançamento póstumo, com "Capturados ao Vivo no CCSP", em 2005, um CD ao vivo, obtido de shows realizados em 2004, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), nos estertores dessa formação.


A nave da Patrulha prosseguiu com formações improvisadas, mas mantendo-se no ar, até chegar na formação atual, onde lançou no ano passado (2012), um novo CD de inéditas, denominado "Dormindo em Cama de Pregos". É uma boa e sólida formação e conta com um jovem guitarrista, um desses caras sensacionais que vibravam o sonho 60/70 e que conhecemos na estrada em 2001, chamado Danilo Zanite.


Que siga em frente com muita sorte, mantendo a chama do Rock, acesa.
 
De minha parte, foi assim a minha participação entre 1999 e 2004, onde apesar das dificuldades, exerci o sonho e me senti numa banda de Rock à moda antiga, cercado de ícones contraculturais que amo, fazendo uma música carregada de "Boas Vibrações Aquarianas"...
 
Só faltou tocar no auditório Fillmore, mas ainda tenho esperança de ter esse prazer quase messiânico...

22 comentários:

  1. Demais o Texto, Luiz! Adorei conhecer um pouco mais da história dessa banda que tanto curto.
    Curto todas as fases do Patrulha do Espaço. Adoro a fase "Heavy" deles tbm. Até por que a proposta da banda, ao meu ver, sempre foi tocar um Rock pesado.

    Mas é isso aí. Sou seu fã tbm e sempre que posso estou lendo seus texos aqui no blog. Abraços!

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    1. Que legal que gostou, amigo Mingo !

      De fato, foi uma aventura ter sido membro da banda por quase seis anos, com essa responsabilidade de resgatar suas próprias raízes perdidas.

      Lógico que respeito sua opinião, mas esse lado Heavy-Metal que a banda adotou pós-1985, eu não curto. Só a partir de 2002, incluimos duas músicas dessa fase, no set list dos shows : "Robot" e "Olho Animal", mas mesmo assim, tratávamos de lhes imprimir uma cara mais Hard, para amenizar...

      Obrigado !!

      Fico muito feliz por saber que acompanha os meus textos aqui no LH, onde colaboro com muito prazer !

      Abraço !!

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  2. Eu, como fã, na época que os ouvi pela primeira vez no Rádio, ainda com sons do 'Primusinterpares' me encontrava com 18 anos e aos 20 estava empolgadíssimo que iria conhecer a PATRULHA DO ESPAÇO pessoalmente, entrevistá-los para meu programa de rádio e, de quebra, assistir ao citado espetáculo que o Luiz acima descreveu.
    Pra mim aquilo tudo foi surrealmente divino e também foi a porta pela qual entrei na Nave Ave e nunca mais saí.
    Desde então acompanho a banda e a carreira paralela de todos, tive o prazer de com minha primeira banda abrir um show desta line-up em 2001 e ouvir do próprio Junior que eu era um 'Patrulheiro Honorário'. Só isso já valeria, mas sempre que posso retribuo toda essa consideração não somente à PATRULHA DO ESPAÇO mas, como disse, ao PEDRA, ao CARRO BOMBA e à todas as bandas que orbitam à sua volta e sua aura!
    Saúde, Paz e muito Sucesso ao Luiz Domingues, ao Rodrigo Hig, ao Marcello Schevanno e ao Rolando Castello Junior!

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    1. Sensacional, amigo Alexandre !

      De fato, você foi um desses caras jovens que conhecemos na estrada e que viviam o sonho hippie perdido há tanto tempo.

      Lembro-me bem das duas vezes que visitamos a sua cidade, Mogi-Guaçu, no interior de Sâo Paulo e de todo o empenho que fez, pessoalmente, para que os shows fossem bem produzidos e lograssem em êxito.

      Você é um valoroso soldado desse exército Rocker que fomos formando nesses anos todos.

      Obrigado por apoiar o movimento, com essa energia incansável, seja nos seus programas de rádio, internet , Blogs e afins.

      E saiba que o Limonada Hippie é uma de nossas trincheiras, conduzida bravamente pelo casal Márcio e Fernanda. Eles são jovens que não nasceram na época, mas vivem o sonho aquariano, como nós !!

      Obrigado por tudo !!

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  3. tivemos o imenso prazer em presenciar, curtir e até participar de alguns desses shows nessa época.. de sermos convidados por 2 vezes a subir ao palco e cantar com a Patrulha.. de trazer a Patrulha para um show na nossa cidade.. enfim.. estávamos entre esses 'jovens' do sul que o Luiz Domingues se refere, e isso é impagável e muito vivo em nossos dias.. Herman, Liza & Epopeia.

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    1. Exatamente...

      Quando citei essas andanças pelo interior, lembrei de vocês, claro.

      Foi muito impressionante como nos receberam no Tulypa Bar de Concórdia, vibrando e cantando nossas músicas, mesmo antes de subirmos ao palco.

      De fato, voltamos à Concórdia mais duas vezes e finalmente visitamos a cidade de vocês, Chapecó, numa oportunidade proporcionada por vocês mesmos, num grande Festival ao ar livre, em 2004.

      E fica o toque para a Fernanda Valente, editora do Limonada Hippie : Fique de olho no Epopeia, uma banda de qualidade e sonoridade antenada em ótimas influências das décadas de 1960 e 1970.

      Quando lançar matérias falando de bandas modernas de sonoridade vintage, recomendo o Epopeia, com louvor.

      Abraço à vocês , Herman, Liza e todo o Epopeia !!

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  4. Grande Lu-iz,

    Muito obrigado pela oportunidade de obter novos detalhes sobre a trajetória dessa grande banda.

    Estive em muitos dos shows da Patrulha, inclusive os da gravação do "Capturados ao vivo no CCSP" no qual fui em praticamente todos os dias de gravação, além de ter contribuído no projeto gráfico do cd "Missão na Área 13".

    É gratificante ver que existe pessoas como você que acreditam e lutam pelos seus ideais. Continue esse legado em prol da boa música e pela alegria de nossos ouvidos.

    Viva a Patrulha!
    Viva o Pedra!

    Forte abraço e saudades!
    Michel

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    1. Grande Michel !

      Verdade, amigo. Você tem sido testemunha ocular/auricular de minhas andanças, desde a Patrulha do Espaço e por toda a carreira do Pedra.

      Só tenho a lhe agradecer por todo o apoio.

      Viva o Rock !

      Abraço !

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  5. Muito Legal o texto, eu nunca tinha percebido esses arranjos astrais no palco e gostei da sinceridade quanto ao disco ao vivo de estúdio em 1992. Ainda sonhamos e temos planos de uma apresentação da Patrulha do Espaço com os remanescentes - sonho? Pode ser que um dia role

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    1. Que prazer saber que leu e gostou, Pacheco. Você que é um historiador especialista do Rock brasileiro, muito me honra com sua visita e naturalmente, estendo essa honraria ao casal dono deste Blog, meus amigos, Márcio e Fernanda.

      Sim, claro que não poderia deixar de expressar minha opinião sobre uma fase da Patrulha que eu, particularmente, não aprecio, com todo o respeito.

      E deixei claro na matéria, que é uma opinião meramente estética, pois reconheço que os músicos envolvidos nesses dois álbuns mais pesados, são excelentes, sem excessão.

      O que dizer de Pappo Napolitano ? Um dos maiores guitarristas latinoamericanos de todos os tempos. Na Argentina, cantavam coros para ele, como em estádios de futebol : "Pappo, Perón,uno solo corazón"...tamanha a idolatria que os rockers porteños tinham por ele.

      E a formação de 1992, sem palavras para o time reunido.

      Minha discordância é meramente estética e eu exprimi minha visão napratica, junto com Hid e Schevano, trazendo de volta à Patrulha, suas próprias raízes setentistas, como deixei claro na matéria e basta ouvir os álbuns para notar isso.

      Quanto à um show reunion, hoje acho muito difícil pelo choque de agendas dos quatro, mas um dia, quem sabe ? Não é uma má ideia, muito pelo contrário !

      Muito grato por ler e comentar !!

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  6. Que bacana Luiz. Em conhecer todas as bandas nas quais vc participou. Te conhecendo pelas suas matérias tão bem explicadas, fico imaginando que até no seu estilo musical, vc tem bom gosto!
    Não tive a oportunidade de assistir ainda seus shows. Mas um dia quem sabe terei esse prazer!
    Parabéns amigo! E acho que sua trajetória como músico dá um belo livro!
    Abraços!

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    1. Que bacana digo eu, Bete !

      Muito legal a sua participação com esse carinho à matéria, minha trajetória musical e ao Blog Limonada Hippie, onde sou colaborador, orgulhosamente.

      Esteja convidada a aparecer num próximo show !

      Quanto às histórias acumuladas, já estou contando-as na minha autobiografia na música. Inicialmente, publico numa comunidade chamada "Luiz Domingues", no Orkut e paulatinamente estou republicando-as no meu Blog 2.

      Já está enorme e traz histórias de todas as bandas onde atuei, desde 1976.

      Muito grato por ler,comentar e elogiar !

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  7. Obrigado Don Luiz Domingues pela menção da Space Patrol na extensa cronologia da Patrulha do Espaço. Para puxar a sardinha pro meu mar, e justificando a vocação namoradeira/produção independente da Space Patrol, além da "temporona" Patrulha do Espaço, o primogênito da nossa banda pós-Mutante foi o disco LOKI? do Arnaldo onde todas as composições e arranjos de teclado foram desenvolvidas durante nossa existência, o que por si só já justifica meritoriamente essa breve vida. Mais recentemente, em 2005, outro descendente da Space Patrol viu a Luz: o rock and roll "Cabelos Dourados", que compus com uma letra que o Arnaldo Baptista me deu em 1974 na Serra da Cantareira, e que hoje é a faixa-título do CD que estou lançando com o Apokalypsis. E, por falar nisso, o próprio Apokalypsis tem muito a dever para a Space Patrol pois foi fundado depois de quase um ano de convivência e prática com o ex-lider dos Mutantes e, portanto, incorporando toda a mágica dos ensaios e performances da vibe mais incrível do Rock Brasileiro. Podemos acrescentar nosso Movimento 70 de nOvo que surgiu em decorrência da minha assumida radical como Mad Old School Rock'n'roller depois de compor "Cabelos Dourados". Portanto, viva Mutantes, Arnaldo Baptista, Space Patrol, Apokalypsis, LOKI?, Patrulha do Espaço, Pedra, Movimento 70 de nOvo, etc, etc, etc... VIVA O ROCK BRASILEIRO!

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    1. Zé Brasil :

      Seu depoimento trouxe adendos riquíssimos à matéria. Seu esclarecimento em relação à origem da Space Patrol, é uma aula sobre o Rock Brasileiro e revela ao grande público, via Limonada Hippie, um hiato pouco divulgado nos anais da história, ou seja , o que aconteceu entre a saída de Arnaldo Baptista dos Mutantes em 1973, até o lançamento de seu álbum solo, "Loki ?", em 1975.

      Está aí muito claro, com seu depoimento e a formação da Space Patrol, um combo de Folk-Rock muito louco, nos moldes de Crosby, Stills and Nash; America e em termos brasucas, ao Flying Banana; Sá, Rodrix & Guarabyra etc.

      Sua intenção em soltar "Cabelos Dourados" no próximo álbum do Apokalypsis, é fantástica.

      Trata-se de um resgate importantíssimo e de certa forma agindo no sentido de recuperar o fio da meada perdido, desde os anos setenta.

      Muito grato por ler, elogiar e trazer esse adendo importantíssimo, que muito me honrou e certamente dignificou o propósito deste Blog Limonada Hippie, que é para mim, um farol de esperança para a contracultura, no século XXI.

      Viva tudo o que citou no final e um viva ao Limonada Hippie, também !!

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  8. Oi, Luiz

    Lembro da banda Patrulha no Espaço, mas não sabia de toda a história.
    Às vezes, nem pensamos que por trás de uma banda, tem uma história, uma vida.
    E, também, pude conhecer um pouco da tua trajetória como música.
    Um belo texto!
    Abraços!

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    1. Oi, Janete !

      Fico muito contente por saber que lhe ofereci novas luzes sobre a história da Patrulha do Espaço, uma banda que tem uma longevidade grande, muito por conta da tenacidade do Junior, que nunca esmorece, mesmo em meio a tantas adversidades que enfrentou nesses 36 anos.

      E claro, ficou sabendo de um pedaço da minha carreira, também.

      Obrigado por ler, comentar e elogiar !!

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  9. Grande Luiz, que bela narrativa, como sempre! Seus textos são de uma clareza ímpar.
    Tive o privilégio de assistir a vários shows da Patrulha: da estréia em '77 no Gin. do Ibirapuera (junto de León Giecco, Cruces, etc.) até os mais recentes, sempre emocionantes.
    Parabéns pela sua trajetória, riquíssima, diga-se de passagem!
    Grande abraço, meu amigo.
    Carlinhos

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    1. Grande Carlinhos !!

      Não me lembro se já te falei pessoalmente (para quem não sabe, o Carlinhos é meu amigo desde o início dos anos noventa e desde 2011, tocamos juntos na banda do guitarrista Kim Kehl, Kim Kehl & Os Kurandeiros), mas eu acho que você deveria pensar urgentemente em escrever suas memórias.

      É mais fácil perguntar ao Carlinhos, sobre qual show de Rock e MPB que ele não assistiu nos anos setenta, tamanha a quantidade absurda de shows que sempre relembra nas nossas conversas e com riqueza de detalhes, impressionante.

      Quanto ao show de 1977 no Ibirapuera, você há de se recordar que a Patrulha do Espaço fez sua estréia oficial e teve um incidente. A produção do show, preocupada com o tempo, cortou o show da Patrulha, mas o Arnaldo estava tão alucinado, que continuou tocando, mesmo com os demais saindo do palco.

      Entrou para a história, ele sendo quase arrancado do orgão Hammond...

      Eu é que lhe agradeço pelo adendo !!

      E teve uma passagem minha na Patrulha, contigo, lembra-se ? Você como produtor associado da Sarah, num show de casa noturna na Vila Madalena, onde o combinado era tocar tão baixo, que era impossível, literalmente !!

      Hoje damos risadas, mas no dia foi muito incômodo, para todos...

      Abração, amigo !! E até o próximo show dos Kurandeiros !!

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    1. Opa !!

      Sim, Crucis !!

      Aliás, uma banda argentina sensacional !! Uma das melhores de Jazz-Rock, que já ouvi, incluso os grandes nomes do gênero, europeus e americanos.

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  11. Luiz, muito show mesmo!!

    Good vibrations for you!!!

    Abraço de um grande amigo,

    Felipe Goulart

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    1. Grande Felipe Goulart !!

      Que bacana receber a sua visita aqui no Limonada Hippie !

      Fiquei muito contente por saber que leu e apreciou a matéria.

      Um abração, amigo !!

      Saudações, baixísticas !!

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