sábado, 2 de fevereiro de 2013

Impressionismo e o cinema

Em homenagem a grande exposição que terminou de ser exibida no CCBB - RJ mes passado, 'Impressionismo - Paris e a Modernidade',  hoje trazemos um texto do Limonada sobre:
O Impressionismo e o cinema.


Paris no final do século XIX havia se tornado uma cidade modernizada e 
reurbanizada, o que provocou muitas mudanças na sociedade, entre soluções 
e problemas. Como movimento revolucionário que era, o impressionismo 
procurou ousadamente retratar através de suas pinturas essas mudanças na 
sociedade parisience de maneira inovadora. 

Ao contrário da antiga forma realista de pintura que se fazia até então, 



os pintores dessa época procuraram inovar seus traços, para que a forma 
plástica se aproximasse mais de todas essas mudanças que se apresentavam 
na sociedade moderna parisience, já que a fotografia agora já tinha o 
papel de reproduzir fielmente a realidade.


Ao invés se preocuparem em registrar as imagens detalhadamente nos 
mínimos detalhes, agora os pintores tentavam captar os instantes que os 
olhos pudessem ver em meio a tanta movimentação urbana. Se pudéssemos 
resumir em uma palavra as pinturas dessa época poderíamos dizer: Movimento. 


Fosse o movimento das pessoas em uma cena de um cabaret, como 
a pintura 'Scène de fête au Moulin Rouge', feita por Giovanni Boldini em 
1889, 

gio.jpg
















ou em cenas de bailarinas numa aula de dança, como em 'Danseuses montant un escalier', de Edgar Degas, de 1886,













ou da estação de trem, em 'A estação de São Lazaro', de Monet,



















ou até na própria observação do movimento na natureza, como em 'A noite estrelada', de Van Gogh, de 1889.




















Talvez toda essa fascinação pelo movimento fosse uma prévia do que seria conquistado com mais precisão pelo cinema, surgido algumas décadas depois do impressionismo, em 1895.

Surgida também em Paris, a primeira projeção cinematográfica foi realizada pelos irmãos Lumière em um café. Desde então, foram realizadas projeções de simples cenas cotidianas, até pequenas histórias narrativas sobre algum tema corriqueiro da sociedade.

Com o cinema, agora já podia-se registrar fielmente toda movimentação de um mundo modernizado e portanto acelerado.

A partir do século XX, o cinema foi se organizando industrialmente e estabelecendo a divisão de cada setor de forma especializada, até chegar nas grandes tecnologias que vemos nos dias de hoje.

Não poderia haver um melhor meio para o registro de uma nova era.



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