terça-feira, 10 de julho de 2012

Rock, a História e a Glória



Muito antes de revistas como Showbizz e 89 Fm aparecerem, outras revistas precursoras sobre o assunto apareceram por aqui, com uma linguagem inovadora e jornalistas que mudaram a forma de falar sobre o rock n' roll. Segue abaixo um texto incrível de Luiz Domingues sobre essa era setentista de ouro que nós amamos.



O jornalismo cultural brasileiro já havia dado mostras de seu poderio criativo anteriormente e se não fosse uma época difícil políticamente falando, certamente teria feito com que publicações extintas como o Bondinho, a versão brasileira da revista Rolling Stone e outras, tivessem sobrevivido.
 
Público consumidor e entusiasta, existia e a sede por informação por parte da juventude, era enorme.
 
E foi assim que no segundo semestre de 1974, nascia no Rio de Janeiro, uma revista musical centrada no Rock, como carro chefe, mas aberta à outras manifestações musicais, também.
 
Editada por uma pequena editora (Mandacaru), mas formada por um staff de cabeças pensantes, entre as melhores do jornalismo musical, essa publicação acertou a sua linha editorial por dois aspectos básicos a meu ver :
 
1) Propondo-se a lançar uma biografia de um grande nome do Rock por edição, como matéria principal e;
 
2) Dar ênfase à emoção no texto. Mais que informações precisas sobre o biografado, a paixão pelo Rock era o subliminar que cativava o eleitor, estabelecendo instantânea identificação.
 
Claro, não era só isso, mas esses dois fatores pesaram e muito para o seu sucesso entre os Rockers tupiniquins, principalmente os desabonados(maioria, claro), que deslumbravam-se com a possibilidade de ter em mãos uma publicação caprichada, falando de artistas que só iniciados conheciam praticamente e longe da atenção da imprensa mainstream tradicional.
 
Jornalistas do quilate de Ana Maria Baiana, Ezequiel Neves, Okky de Souza, Tárik de Souza, Luiz Carlos Maciel, Julio Hungria, Maurício Kubrusly, Valdir Zwetsch, Ricky Goodwin e Gabriel O'Meara, entre tantos outros, forneciam a substância e a dose de emoção que já descrevi.
 
Mas apesar do Rock internacional ser o carro chefe com as biografias, havia um show de reportagens, colunas descoladíssimas, drops, box informativos etc.
 
A MPB tinha dose generosa de participação. Muita informação sobre a geléia geral setentista, nomes obscuros cobertos (lembro-me bem da coluna "ilustre desconhecido", sempre entrevistando gente off do off do mainstream. Foi aí que ouvi falar de Bendengó, Luis Tatit, Smetak e Almôndegas, entre outros).
   
Haviam colunas sobre estilos variados tais como Folk, Blues, Soul, música latino-americana, pop, erudito, MPB velha Guarda etc etc.
 
E muita informação sobre o Rock brasileiro, uma verdadeira dádiva aos artistas nacionais.
 
Para incrementar esse show de informação, encartado na revista, vinha um jornal tablóide, denominado "Jornal de Música", trazendo notícias de última hora, no calor do fechamento da pauta.
 
Nas biografias, além do texto de muita qualidade e o elo estratégico de cumplicidade do jornalista com o leitor, a qualidade da diagramação, mais ilustrações e fotos, compunham um lay-out estimulante, ainda que na simplicidade do preto-e-branco.
 
Logo na contracapa a discografia do artista enfocado, era um luxo. As pessoas viajavam nesse ítem, literalmente sonhando em comprar toda a coleção de seu artista predileto.
 
Isso sem contar o apuro (raro na época), de relacionar também as possíveis coletâneas, antologias e até principais discos piratas, quase uma questão mítica e mística, também, dos artistas dos anos sessenta e setenta.
 
E uma após a outra, como era bonito vê-la pendurada numa banca de jornal !
 
Sei que já falei isso numa matéria anterior, mas reafirmo : Em 1974, 1975, 1976, a escassez de informações era total para a maioria dos Rockers, Freaks e Hippies de Pindorama. Representava muito para nós, darmos de cara com o Bob Dylan numa banca de jornais, comum.
 
O número um, trouxe os Rolling Stones, como matéria principal. Depois vieram Pink Floyd, Yes, Paul McCartney, Jimi Hendrix, Bob Dylan, Emerson Lake & Palmer, Elvis Presley, Elton John, Janis Joplin e tantos outros gigantes do Rock.
 
Ezequiel Neves, que escrevia no Jornal do Brasil e no Jornal da Tarde de São Paulo, trouxe a sua tendência inaugurada nos seus tempos de Rolling Stone brasileira, onde tinha a coluna "O Toque" e na Rock, passou a assinar a "Zeca Jagger News" . Tratava-se de uma coluna divertidíssima, em tom de coluna social e com um humor mordaz, incrível.
 
Ninguém me tira da cabeça que sua intenção era satirizar o colunista social Ibrahim Sued, um dos caras mais engraçados da história jornalística brasileira.
 
Suas descrições de festas de arromba patrocinadas por Rock Stars internacionais só não eram mais hilárias do que as cascatas que contava sobre um suposto "Jet Set" do Rock brazuca, com a nítida intenção de promover através do glamour, nossos artistas nacionais.
 
E as resenhas de discos, então ? Absolutamente deliciosas descrições, cheias de metáforas, as mais inusitadas.
 
No caso do Ezequiel, era a coluna mais divertida, justamente por usar e abusar do sarcasmo de estilo britânico, para detonar artistas que não gostava e exaltar suas predileções.
 
Sua bronca com o Rock Progressivo em voga naquela época, nunca me incomodou, apesar de eu ser grande fã do gênero. Por que deveria me ofender ? Achava suas manifestações hilárias.
 
Numa delas, costumava chamar o pessoal dos Mutantes e do Terço de responsáveis pelo "coitus interruptus" e os exaltava a "concluir"o orgasmo, voltando para o Rock... 
 
Rick Wakeman ficou meses sendo perseguido, com a alcunha de "bundão" e o Rock Progressivo era definido por ele como "Bolo de Noiva", supostamente por ser mole e enjoativo...
 
Sobre o disco "Wish Were You Here", do Pink Floyd, escreveu que estava doido para destruí-lo, mas após audição apurada, rendeu-se ao fato de que era bom e o título da resenha foi : "Pink Floyd, uma Bobagem que Merece ser Ouvida..."
 
E quando o LP "Sabotage", do Black Sabbath foi lançado, sua resenha dizia : " Parece uma lobotomia numa cabeça de alfinete..."
(ha ha ha !!!).
 
O meu caso pessoal com a "Rock, a História e a Glória" renderia uma outra matéria. Resumindo:
 
O primeiro número que eu comprei foi o 11. Voltava da escola numa manhã de 1975, atravessei a Av. Santo Amaro, que divide os bairros da Vila Olimpia e Moema, na zona sul de São Paulo e demorei para entender aquela miragem na banca da esquina da Av. Pavão.
 
Boquiaberto, juntei as moedas que tinha no bolso e levei aquela pequena obra prima, a biografia do The Who...
 
Devorei a revista enquanto o Quadrophenia rodava na vitrola e pronto, como um peixe, estava fisgado para sempre.
 
Assim que pude, fui procurar pelos números atrasados em bancas do centro da cidade e logo estava com todas à disposição.
 
O estilo jornalístico pleno de paixão pelo Rock, marcou tanto quanto as madrugadas de magia do programa radiofônico Kaleidoscópio e com esses fatores aliados, uma bomba atômica eclodiu dentro de mim, irreversivelmente.
 
Quero ser músico de Rock...e assim fui atrás dessa história e glória, também...
 
E no embalo das páginas com Led Zeppelin, Genesis, Faces, Beatles, David Bowie e King Crimson entre outros, embalei os primeiros momentos de minha carreira musical.
 
Em 1976, eu já tinha formado a minha primeira banda e apesar de sermos garotos inexperiente e iniciantes musicalmente, usamos as páginas da Rock para colocar um anúncio classificado. Queríamos arrumar um vocalista para a nossa banda. 
 
Graças à revista, apareceu um cara chamado Laert Julio e daí a banda prosperou dentro de seus limites juvenis, claro. Hoje, esse Laert Julio assina como Laert Sarrumor e é o lider da banda de sátira e humor, Lingua de Trapo.
 
No início de 1977, eu e Laert tomamos uma bronca pública de um Ezequiel Neves em crise nervosa...
 
Ele publicou uma resposta à uma carta falando de nossa banda e disse que se considerava o nosso padrinho. Ingenuamente, levamos a sério e quando o interpelamos num show em São Paulo, ele irritou-se...
Essa estória está contada em detalhes no meu Blog Luiz Domingues 2 e na comunidade Luiz Domingues do Orkut.
 
Uma matéria de 1977 nunca saiu da minha cabeça : "O Rebu está com Tim Leary". Nela, o guru da contracultura afirmou que no futuro, as drogas seriam substituidas pelos computadores pessoais...O velho Tim sabia das coisas...
 
Voltando à revista, a crise financeira foi minando-a, paulatinamente. Num determinado ponto, o Jornal de Música inverteu o papel e a Rock passou a ser encartada em forma de fascículo.
 
Muita biografia boa ainda aconteceu (Cream, CSNY, Jefferson Airplane, Traffic, Jethro Tull etc), mas era a fase terminal dela, infelizmente.
 
Somente muitos anos depois, em 2003, para ser preciso, encontrei outra publicação que resgatava esse espírito, com a Poeira Zine. O jornalista Bento Araújo, fã confesso da "Rock, a História e a Glória", tem esse mérito.
 
É isso. Considero a "Rock, a História e a Glória", a melhor publicação sobre Rock e cultura musical antenada, da década de setenta e tenho um carinho enorme pela imensa contribuição que ela teve em minha formação como músico, rocker e admirador de cultura sixtie & seventie.

20 comentários:

  1. Grande texto para uma excepcional revista!! E que época ela apareceu, com uma qualidade de textos e informações que realmente só voltamos a ver na Poeira Zine... Considero ao Rock, a bíblia dos bons sons brasileiros, pois foi por ali que consegui obter informações de músicos que simplesmente não apareciam nas outras revistas que vieram depois dela. Parece que ela durou ao todo 30 exemplares, é isso mesmo?
    Abraços e parabéns por mais esse excelente texto!!! Fantástico

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    1. Obrigado, Marinho !

      Você observou bem. A "Rock, a História e a Glória", tinha uma qualidade enorme em seus textos e como exaltei, o fator emocional pesava muito. Não bastava escrever bem, mas contava bastante passar emoção em cada palavra.

      E de fato, a revista Poeira Zine resgatou essa escrita e essa paixão pelo Rock.

      Não me lembro ao certo quantas edições foram publicadas. Entre 30 e 33, acredito. Tenho todas do 1 ao 20 e depois, na fase dos fascículos, acabei perdendo algumas.

      Muito obrigado por ler, comentar e elogiar !!

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  2. Na minha opinião o melhor periódico de todos os tempos foi sem dúvida Rock a História e a Glória, porque além deles irem fundo nas matérias a revista tinha uma aura de fanzine e era PB e as outras que vieram depois eram coloridas como a Bizz e a Som Três mas deixavam sempre a desejar. Ou eram técnicas demais ou superficiais demais, ou a diagramação era péssima E eu lembro de um jornal que surgiu no fim dos anos 70 chamado Canja mas ele também era mais MPB apesar de falar de rock e o Paulo Ricardo escrever nele antes da fama. A minha referência também foi o rádio, ouvia a Band FM que já no fim dos 70 tocava rock, jazz e ainda não existia 97, 89 e Brasil 2000. E a Band fazia uma festa com os Melhores da Música onde os ouvintes escolhiam os melhores em todas as categorias. Já havia essa interação com o ouvinte!!!!

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    1. Silvana :

      Não tenho dúvidas de que a "Rock, a História e a Glória" foi um grande marco no jornalismo musical brasileiro.

      As publicações do final dos anos setenta e principalmente dos anos oitenta em diante, infelizmente se contaminaram de pessoas cheias de ódio ao passado, por conta das ideias niilistas advindas da revolução punk de 1977 e baseado nisso, perderam sua credibilidade jornalística, adotando uma posição execrável. A Bizz é a pior de todas, sem dúvida alguma.

      Adorei seus adendos, que muito enriquecem o debate.

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    2. É verdade, concordo Luiz! Lembro que geralmente os críticos da revista Bizz, que mais pra frente se tornou Showbizz, levavam as críticas para o lado pessoal, eram bem agressivas, eu me lembro bem! Mas infelizmente na minha época, nos anos 90, era a melhor opção que tínhamos para ler, nem a Rolling Stone tinha reaparecido até então.

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  3. Grande texto do Luiz, como sempre!
    É exatamente isso, que ele bem descreveu, que eu senti quando comprei a nº1, aliás tenho a coleção completa até hoje!
    Valeu Luiz, muito bom mesmo!
    abraço

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    1. Muito legal, Carlinhos !!

      Você é meu contemporâneo e sem dúvida sentiu a mesma emoção que eu tive quando a vi numa banca de jornais pela primeira vez, nos anos setenta. Não era inacreditável ter algo tão sensacional sendo vendido numa banca ?

      Obrigado por ler, comentar e reforçar esse sentimento.

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  4. AE, LUIZ !!! ÓTIMO TEXTO, NA ÉPOCA AQUI, A ROLLING STONES ERA JORNAL, VC LEMBROU DO KALEIDOSCOPIO, O CARA LA ( JAQUES SE NÃO ME ENGANO ) FALAVA POUCO OU AS VEZES NEM FALAVA RSRSRSRS, MAS EM TERMOS DE INF MUSICAL ERA MUITO BOM, MEU PAI TINHA UM RADINHO DE PILHA E EU UM GRAVADOR (TIJOLINHO)ROLAVA OS SONS EU COLOCAVA O RADINHO BEM PERTO DO MICROFONE EMBUTIDO PARA GRAVAR A SONZERA QUE ROLAVA, BANDAS QUE ELE MOSTRAVA E ALGUMAS SÓ DEPOIS DE 3 OU 4 ANOS QUE VC VIA NAS LOJAS EM S PAULO, E. NEVES ERA UMA MALA, EU TINHA UMA PUTA BRONCA DO CARA, A MESMA QUE EU TENHO DO LOBÃO, O CARA TOCOU ROCK PROGRESSIVO E UNS TEMPOS ATRAS VI ENTREVISTAS DELE METENDO O PAU NO ROCK PROGRESSIVO, VAI ENTENDER, MAS SEM DUVIDA A MELHOR ÉPOCA NÃO SÓ DA MUSICA MAS DE TODAS AS ARTES NO GERAL, PARABENS PELO TEXTO, ABRAÇÃO !!!!!

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    1. Também acho uma pena que alguns caras que começaram tocando rock progressivo, hoje em dia tenham vergonha do que fizeram no passado e chamem o estilo de "masturbação musical", tentando encobri-lo da sua história. Não é porque não teve um sucesso comercial como o rock dos anos 80, que não valeu a pena, ao contrário, era algo para se orgulhar por toda a vida, pela qualidade musical que tinha.

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    2. Sergio, que fantástico você recordar-se de que muitas vezes usou o recurso de gravar em condições possíveis à época , as noitadas do Kaleidoscópio. Muita gente usou desse recurso e acredite, o jornalista Ayrton Mugnani Jr, achou diversas fitas K7 com gravações do Kaleidoscópio, num sebo aqui de São Paulo no meio dos anos noventa. Um verdadeiro tesouro !!

      Quanto à "Rock,a História e a Glória", realmente o Ezequiel detonava o Rock Progressivo, mas eu sinceramente nunca peguei bode dele. Pelo contrário, o achava divertidíssimo com sua escrita corrosivamente sarcástica e nada do que ele dizia me demovia de meu interesse (até hoje), pelo Prog Rock, que amo de paixão. Apenas ria muito dos absurdos que ele escrevia.

      E finalmente falando dos músicos setentistas, acho lamentável a postura de vários que assim que notaram a mudança dos ventos, correram aos salões de barbearias, tosaram suas cabeleiras sessenta/setentistas e passaram a falar mal do Prog, acatando o golpe publicitário daquele dono de uma loja de artigos sado-masoquistas lá de Londres. Eu não embarquei nessa mentira e mantive-me fiel às minhas convições Rockers e aquarianas. Shame on you, ratos que fugiram da embarcação rocker...

      Obrigado por ler, comentar e acrescentar muito com sua opinião !!

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  5. Obrigada pelos comentários pessoal! =)

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  6. Parabéns!! ótimo texto, adoro esses materias, tenho uma coleção da revista música da editora imprima aqui em casa, o rock era a onda do momento, hoje tudo que foi sucesso é raridade! tem materias com entrevistas com humauaca e tudo aquilo, abraços e sucesso, continuem!
    Alexandre H. Leindecker

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    1. Muito legal a sua participação como leitor e comentarista. Seu adendo é oportuno, pois a Revista "Música" surgiu um pouco depois da "Rock, a História e a Glória" e foi durante um bom tempo, uma concorrente.

      Cabe uma matéria no futuro, sem dúvida.

      E que bela lembrança ! O "Humahuaca" era uma tremenda banda de Jazz-Rock. Vi ao vivo algumas vezes, incluso uma sessão maldita no Teatro Municipal de São Paulo, em 1978, abarrotado de freaks. Inacreditável pensar hoje em dia num show de Rock no Teatro Municipal e lotado, para assistir uma banda instrumental, sem uma única música cantada !! A banda tinha quatro membros da banda que acompanhava os Secos e Molhados entre 1973 e 1974 e era um desbunde. Que saudade !!

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  7. E uma após a outra, como era bonito vê-la pendurada numa banca de jornal .....linda frase grande Domingues....eu tambem sentia a mesma coisa ....rsrsrsr...coisas da epoca ...em relação ao Zeca Neves in the Skys....ele gostava mesmo era dos Stones...rsrsrsrs..ainda tenho a ''metada''' da ROCK A GLORIA que meus irmãos menores não rasgaram...porque meus filhos nunca rasgou uma revista minha , mas meus irmãos...sim...rsrsrsrs

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  8. aliás tenho a coleção completa até hoje!...como diz o grande batera Carlinhos Machado acima...qualquer dia vou pedir emprestado pra tirar copias ....rsrsrsrs

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    1. Boa ideia !!

      Além de xerocar, o grande negócio é scannear e guardar num HD externo, Pen Drive ou qualquer geringonça moderna que inventem e ajude a preservar o tesouro !

      Obrigado por ler e comentar !!

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  9. Que legal que enxergou poesia e identificou-se com a frase que citou do meu texto, Oscar. Essa era a minha intenção, ou seja, passar a emoção que sentia à época em relação a essa revista. Como você viveu a mesma emoção, assim como o Carlinhos Machado, soube bem do que eu expressava.

    Agora, filho pequeno ou irmãozinho dá no mesmo...coleções tem que ficar guardadas a cadeado...

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  10. Também tenho as 36 edições de Rock- a História e a Glória. Gostaria de registrar aqui programas como o Rock História e Top Top da MTV Brasil que fizeram rebrotar em mim muita atualização da história das que li naquelas revistas.

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  11. Puxa que bela lembrança, lí todas. Pena que não guardei.

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