sexta-feira, 16 de março de 2012

Tarcila do Amaral no CCBB: Já foi ver? Eu já!

Você já foi a uma exposição onde um quadro te contou a própria história através de sua imagem? Pois é, isso acontece comigo com frequência. E como um quadro pode te contar uma história?
Através do ano em que foi feito, da origem de seu autor, do lugar onde ele vive ou viveu, e através das pinceladas do artista, onde podemos perceber qual o seu humor no presente momento da criação, que é algo que só pode ser percebido quando estamos vendo o quadro ao vivo.

Tarsila do Amaral é uma figura interessantíssima, que dentro do movimento modernista, tentou afastar dos brasileiros o eterno complexo de colonizados através de sua arte, procurando instaurar a verdadeira identidade nacional.

"Tarsila disse que foi em Minas que ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros. 'Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para as minhas telas: o azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante,...'E essas cores tornaram-se a marca da sua obra, assim como a temática brasileira, com as paisagens rurais e urbanas do nosso país, além da nossa fauna, flora e folclore. Ela dizia que queria ser a pintora do Brasil. E esta fase de sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como 'Carnaval em Madureira', 'Morro da Favela', 'EFCB', 'O Mamoeiro', 'São Paulo', 'O Pescador', dentre outros".  
(http://www.tarsiladoamaral.com.br/biografia_resumida.html)

Suas pinturas registravam um momento de transição do Brasil, que apesar de possuir tanta natureza e tanto verde ainda, já passava por um período intenso de industrialização. Quando olhamos os quadros bem de perto, podemos perceber isso vendo seus traços marcados e bem delimitados, parecendo uma impressão. Acho que ela tentava representar o que a tecnologia hoje nos permite através dos computadores e das artes gráficas.

Quem ainda não viu e pode ver, recomendo: Exposição Tarsila do Amaral no CCBB do Rio de Janeiro. Fica até abril.

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