segunda-feira, 4 de abril de 2011

Brasil, um país na contra mão!


04 de Abril de 2011 às 17:30
247, com informações do Mercado Ético – Dane-se o meio ambiente. A maioria das empresas brasileiras não está disposta a pagar mais caro pelas energias de baixo impacto ambiental, revela estudo da professora Ana Lúcia Rodrigues da Silva, da Faculdade de Tecnologia e Informação Fiap. O levantamento integra o livro Comportamento do Grande Consumidor de Energia Elétrica, que ela lançará na próxima quinta-feira, 7 de abril, em São Paulo.

Segundo a pesquisa, realizada junto a empresas que fazem parte do chamado mercado livre de energia – ou seja, aquelas que podem comprar energia tanto da distribuidora de sua região quanto de outro fornecedor independente –, só 43% estariam dispostas a pagar mais caro pela energia por uma questão ambiental. Para 61%, a opção por fontes de energia mais caras prejudicaria sua competitividade. Mesmo assim, 94% acreditam nos impactos das mudanças climáticas, e 77% percebem que as escolhas energéticas têm contribuições significativas nas alterações do clima.

“Os últimos leilões de energia promovidos pelo governo têm sido dominados por novas termelétricas, que queimam combustível fóssil”, aponta Ana Lúcia, ao observar que a matriz energética brasileira está ficando mais suja, apesar da predominância das hidrelétricas. De acordo com a professora, já há 643 empresas nos Estados Unidos especializadas em vender energia limpa. Na Alemanha, o próprio Greenpeace virou um dos grandes fornecedores de energia.

“Estamos na contramão da história. Estamos sujando nossa matriz energética enquanto outros países fazem de tudo para limpá-la”, diz a professora. Ana também destacou que, no Brasil, o processo de licenciamento ambiental é burocrático. “É tão demorado e exigente que as termelétricas conseguem ficar prontas mais cedo. E passam na frente na fila para os leilões”.
Fonte: Brasil 247

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