terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Enquanto o Brasileiro não souber votar...


SALÁRIO MÍNIMO
O levantamento do Dieese sugere que o salário mínimo necessário para o trabalhador brasileiro cobrir despesas básicas em dezembro deveria ficar em R$ 2.227,53. O cálculo, feito com base no custo da cesta básica de São Paulo, considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor representa 4,37 vezes o mínimo vigente naquele mês, de R$ 510.
Segundo os cálculos do Dieese, os trabalhadores remunerados com um salário mínimo tiveram de cumprir uma jornada de 98 horas e 11 minutos em dezembro para comprar a cesta básica. O valor dos alimentos comprometeu 48,51% do salário líquido -- após o desconto da previdência -- desses empregados na média das 17 capitais. Em novembro, a parcela dedicada à compra da cesta básica havia sido 48,52% do salário mínimo líquido.
PREÇOS
Em 2010, quatro produtos tiveram alta em todas as 17 capitais pesquisadas, com elevação expressiva em boa parte delas: carne bovina, leite, feijão e açúcar.
No caso do feijão, o custo subiu em mais de 50% em dez cidades. As variações mais significativas ocorreram em Goiânia (99,04%), Recife (97,84%), Belém
(90,00%) e Natal (81,10%) --foi considerado o feijão de cores nestas capitais.
"Os dados de 2010 foram elevados devido à redução nos preços no ano anterior, quando houve uma grande safra. Em dezembro, os preços do produto já vinham registrando predomínio de queda, comportamento apurado em 14 capitais, com destaque para Fortaleza (-17,93%), Salvador (-15,85%) e Belo Horizonte (-15,57%). Três cidades tiveram aumento: Florianópolis (4,86%), Porto Alegre (2,29%) e Natal (0,43%)", segundo nota do Dieese.
Em relação à carne bovina, houve alta de mais de 20% em 14 localidades, com destaque para Goiânia (44,65%), Rio de Janeiro (39,00%),
Fortaleza (36,94%) e São Paulo (35,32%). A menor elevação ocorreu em Aracaju (6,73%).
De acordo com o Dieese, o aumento da demanda internacional --em especial da China-- e a seca ocorrida em meados do ano que prejudicou as pastagens afetaram os preços, provocando a elevação.
A seca prolongada também justificou a alta verificada no leite, em 2010, que chegou a 25,11%, em Florianópolis; 25,10%, em Goiânia; 22,83%, em Salvador e 20,93%, em Curitiba. O menor aumento ocorreu em Aracaju (1,22%).
Por último, a elevação do custo do açúcar ocorreu como resultado do preço internacional em alta pelo forte consumo e quebra de safra em países produtores, como a Índia. Em nove capitais o preço do produto subiu mais de 20%, com destaque para Goiânia (31,51%), João Pessoa (29,87%) e Belém (24,66%). As menores taxas foram apuradas em Porto Alegre (14,21%) e Florianópolis (9,46%). FONTE: SITE UOL

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